A WWF-Brasil divulgou ontem um estudo sobre fontes alternativas de energia no Brasil. O prof. Gilberto de Martino Jannuzzi, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), supervisionou o trabalho, encomendado a especialistas pela ONG. Segundo ele, o país dispõe de fontes alternativas com alto potencial de produção, apresentando tendência de queda dos preços dessas fontes, como eólica e biomassa, nos próximos 10 a 15 anos. “O futuro não está mais em grandes projetos hidroelétricos e muito menos no uso continuado de fontes fósseis”, garante o professor. “Há formas de tornar as fontes alternativas ainda mais competitivas, por meio da criação de novos subsídios ou do redirecionamento dos já existentes, mas que estão atualmente voltados a viabilizar as fontes fósseis.”
O estudo revela a lacuna existente entre o potencial brasileiro de geração de eletricidade das fontes alternativas e a capacidade instalada e outorgada no país. Conforme o mencionado estudo, dos 2.400 empreendimentos de geração de energia elétrica em operação em 2011, no Brasil, 777 usavam fontes renováveis que, juntas, podiam produzir 12,3 milhões de kW.
Importante lembrar que o documento da Rio+20 aprovado pelos chefes de Estado e pelos representantes de governos, reconhece a necessidade de se melhorar a eficiência energética, aumentar o percentual de fontes renováveis e desenvolver tecnologias mais limpas e eficientes. O documento tem como foco o acesso à energia, a eficiência energética e o uso de fontes alternativas de energia.
Governos locais, estaduais e a União devem, portanto, estabelecer políticas que favoreçam alcançar os objetivos e metas assumidos nas Grandes Conferências Mundiais. Esse estudo da WWF-Brasil pode auxiliar neste desafio.
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Fonte: WWF-Brasil
