Hoje, domingo, dia de refletir… e, que bom, com chuva!
Esta semana inteira nos dedicamos, no Blog Verde, a falar das várias temáticas ambientais que estão sendo discutidas, no mundo inteiro, para definir a Agenda de Desenvolvimento pós-2015.
Tratamos de 6 temas: energia, água, governança, educação, desigualdades e saúde. Ao todo são 11 temas. As consultas públicas discutem, também: conflitos e fragilidades; desenvolvimento sustentável; segurança alimentar; crescimento, empregos e dinâmica populacional.
Oportunidade única, ímpar, de nos envolvermos na discussão mundial e definirmos juntos o “Mundo que Queremos”, para nós e para nossos filhos.
As frases, a seguir, permitem refletir: como estamos? E o que é mesmo que queremos? Para onde nossas escolhas vão nos levar?
“Subsídios bem dimensionados podem ter um importante papel na produção de padrões de aproveitamento de recursos sustentáveis. No momento, entretanto, a maior parte dos subsídios está mal direcionada. Os subsídios aos combustíveis fósseis, energia nuclear, transporte rodoviário e pesca tem um efeito perverso devastador.”(Ignacy Sachs, 2008)
“Na década passada, o número de pessoas vivendo em extrema pobreza reduziu pela metade. Ainda, muitas pessoas permanecem pobres, famintos e vulneráveis a doenças, e a base ambiental que deve prover as oportunidades para prosperidade está sobre pressão sem precedentes. Não podemos mais nos dar o luxo de consumir recursos de maneira imprudente, recursos estes que são escassos. Já não podemos mais poluir e degradar os ecossistemas frágeis. Não podemos ignorar a ameaça representada pelas mudanças climáticas. Não podemos mais minar o nosso futuro satisfazendo necessidades de curto prazo”. (Ban Ki-Moon, 2012)
“Continuamos a melhorar nossas vidas, mas temos fracassado em fixar diretamente os custos. Esta é uma das razões por que temos um mercado que não reflete o total dos custos ecológicos e humanos das transações, onde os preços falham em tornar transparentes as consequências de ambas: ação e não ação. A poluição, incluindo as emissões de carbono, não pode ser mais livre (grátis). Os subsídios devem ser transparentes e devem ser eliminados para os combustíveis fósseis. Precisamos construir novas maneiras de medir o desenvolvimento, para além do PIB”. (Gro Harlem Brundtland, fevereiro/2013).
