Chamou a atenção do mundo quando os países desenvolvidos pararam de crescer na crise financeira de 2008-2009, mas as economias dos países em desenvolvimento continuaram crescendo.
Conforme o Human Development Report 2013, a ascensão do Hemisfério Sul foi muito comentada desde então. Esta discussão estava tipicamente focada estritamente no produto interno bruto (PIB) e no crescimento do comércio em alguns países desenvolvidos. No entanto, há uma dinâmica mais ampla em jogo, envolvendo muitos mais países e as tendências mais profundas, com implicações potencialmente transformadoras para a vida das pessoas, para a equidade social e para a governança democrática em níveis local e global.
O relatório mostra que a ascensão do Sul é tanto o resultado de contínuos investimentos e conquistas de desenvolvimento humano, bem como uma oportunidade, ainda, para maior progresso humano para o mundo como um todo.
A maioria dos países em desenvolvimento realizaram avanços, no entanto alguns países contribuíram mais no que pode ser chamado de “ascensão do Sul”, entre estes países: Brasil, China, Índia, Indonésia, África do Sul e Turquia.
Pela primeira vez em 150 anos, a produção combinada de três líderes mundiais de economias em desenvolvimento (Brasil, China e Índia), é quase igual ao PIB combinado das potências industriais de longa data do Norte (Canadá, França, Alemanha, Itália, Reino Unido e os Estados Unidos).
Conforme o Relatório, isto representa um reequilíbrio do poder econômico global. Em 1950, Brasil, China e Índia, juntos, responderam por apenas 10% da economia mundial, enquanto os seis líderes econômicos tradicionais do Norte foram responsáveis por cerca da metade. De acordo com projeções no Relatório, até 2050, Brasil, China e Índia juntos responderão por 40% da produção global, superando de longe a produção combinada projetada do Grupo dos Sete.
Fonte: UNDP, 2013
