A sustentabilidade é possível? (parte 1)

   Em recente publicação da Universidade Livre da Mata Atlântica, denominada “O Estado do Mundo 2013: a sustentabilidade ainda é possível?” encontram-se informações importantes para que a sociedade conheça um pouco mais dos limites da natureza. O Blog Verde esta semana traz algumas informações que constam dessa publicação.

    Considerando a necessidade de um espaço justo e seguro para a humanidade, Kate Raworth comenta sobre os nove limites planetários, que o grupo de Johan Rockström propôs, em 2009. O grupo considera que três dos nove limites já foram ultrapassados, a saber: os das mudanças climáticas, o do ciclo do nitrogênio e o da perda da biodiversidade.

     Os nove limites planetários, definidos pelo grupo de Rockström, são:

– uso de água potável;

– mudanças climáticas;

– ciclos do fósforo e do nitrogênio;

– acidificação dos oceanos;

– poluição química;

– acúmulo de aerossóis na atmosfera;

– destruição da camada de ozônio;

– perda da biodiversidade; e

– alterações no uso dos solos.

     A proposta de Kate Raworth é que sejam consideradas as 11 prioridades sociais, levantadas na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, como pisos sociais, ou seja, que devem ser atendidos em sua plenitude, considerando os limites planetários. As 11 prioridades sociais são: privação de alimentos, água, saúde, renda, educação, energia, empregos, voz, igualdade de gêneros, justiça social e resiliência contra os choques.

     Acredita Kate Raworth que combinar os limites planetários com as prioridades sociais (ou pisos sociais) possa criar uma nova perspectiva do desenvolvimento sustentável.

 Fonte: Estado do mundo 2013: A Sustentabilidade Ainda é Possível? Organização: Erik Assadourian e Tom Prugh 1ª ed.. Salvador: Worldwatch Institute, 2013.

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