Hoje, 26 de julho, é o Dia Internacional dos Manguezais. Segundo Natasha Pitts, da Adital, a data faz referência ao dia da morte de Hayhow Daniel Nanoto, ativista do Greenpeace, que sofreu ataque cardíaco enquanto participava de protestos, no Equador, organizados pelo Greenpeace Internacional e tinham como finalidade desmontar um tanque de criação ilegal de camarões para permitir que a área de mangue se recuperasse.

Os manguezais, no Brasil considerados Áreas de Preservação Permanente (APPs), são ecossistemas litorâneos que ocorrem em terrenos baixos, sujeitos à ação das marés, sendo legalmente protegidos pelo “Novíssimo” Código Florestal (lei 12.651/2012).
Em 2006, fizemos análises da água em dois pontos distintos da Bacia Hidrográfica do Rio Cocó, em Fortaleza/CE. Em ambas foi determinada a presença das substâncias Aldrin, Dieldrin, Endossulfan, Mirex, e DDT entre outros. As concentrações estavam acima do permitido por lei, o que poderia representar riscos ecológicos e à saúde humana. As informações estão na dissertação de mestrado de Rios (2009).
Será que sabemos como está a qualidade da água dos ecossistemas de manguezais que cortam o município que moramos? A legislação que preserva os manguezais tem cumprido objetivamente seu papel na manutenção deste ecossistema? Há realmente o que se comemorar no dia internacional dos manguezais?
