Considerando a data limite para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio – ODM, em 2015, o período 2012-2015 será bastante importante na definição de uma agenda de desenvolvimento, notadamente dos governos locais.
Haverá em setembro de 2013, o primeiro marco importante pós Rio+20, onde se dará a revisão das discussões do ODM. Isso certamente ajudará a garantir o alcance dos objetivos e fortalecimento da governança necessária ao desenvolvimento sustentável; inclusive os quadros institucionais dos governos locais (municípios).
Talvez esta seja uma significativa oportunidade para promover e adaptar o consumo e as necessidades de cada geração, sem comprometer a qualidade ambiental e a possibilidade de as gerações futuras atenderem suas necessidades.
Governos locais, individualmente ou através de redes como a C40, tem estado na vanguarda de implementação de compromissos que minimizem os passivos ambientais existentes e concorram para melhoria de qualidade ambiental nos municípios.

Dentre os compromissos firmados para 2030 estão:
– implementar planos municipais de ação para lidar com saúde, transporte público e necessidades ambientais de maneira integrada;
– desenvolver políticas de desenvolvimento urbano com prioridade para pedestres, transporte de massa e ciclismo, respeitando o conceito de sociedade para todas as idades; e
– que os novos edifícios cumpram requisitos e normas de construção verde.
A pergunta que me faço e deixo como reflexão para nós, cidadãos: os nossos governos locais têm propostas municipais que atendam no mínimo um destes compromissos para os próximos anos? Os postulantes a cargo de Chefe do Poder Executivo Municipal, em suas propostas, têm contemplado estes compromissos?
