Convenção sobre Biodiversidade – Avaliação Científica

     Um dos produtos disponibilizados durante a COP 11 (11ª. Conferência das Partes da Convenção sobre a Biodiversidade,), que segue até o dia 19/10, em Hyderabad, Índia é a Avaliação Científica da Convenção sobre Biodiversidade (CDB).

Foto: Arquivo pessoal

     A publicação intitulada Urbanização Global, Biodiversidade e Serviços do Ecossistema – desafios e oportunidades (Global Urbanization, Biodiversity ande Ecosystems Services – challanges and opportunities) é uma avaliação e análise científica com estudos regionais da África, India, China e América do Sul e com estudos de casos, em nível local, das cidades a seguir: Bangalore, Cape Down, Chicago, Istambul, Rio de Janeiro, New York, Satoyama and Satoumi Landscapes, Shangai e Stockholm.

     Dentre os resultados desta Avaliação, com relação à necessária ação conjunta de todos os atores sociais, notadamente nos governos locais (municípios) no sentido de trabalhar de forma cooperativa, os autores apontam que a parceria de todos os atores sociais seria importante para a integridade do ecossistema urbano  na medida em que:

Cidades muitas vezes não têm sempre o compromisso político ou fiscal e capacidade institucional de governar os ecossistemas, mesmo que tenham o mandato.

– Diferentes departamentos municipais podem ter prioridades conflitantes até mesmo no mesmo ecossistema e, invariavelmente, há tensões sobre prioridades.

– Falta comunicação entre os intervenientes públicos e privados envolvidos na gestão de toda a paisagem urbana e isto pode dificultar uma abordagem coordenada, notadamente dentro e no entorno de áreas verdes.

falta coordenação regional entre os municípios adjacentes por meio de planejamento integrado, e de hierarquia maior, o que pode se constituir em uma barreira.

Cidades dependem dos serviços dos ecossistemas, que para uma grande parte dos governos locais (municípios), são fornecidos por ecossistemas fora de sua jurisdição e controle.

     Aos interessados alguns capítulos (rascunhos – drafts) do volume estão disponíveis aqui.

   Esses resultados podem, e devem, auxiliar os tomadores de decisão, notadamente os chefes de poder executivo municipal, para atuarem suas gestões voltadas ao alcance das premissas de sustentabilidade ambiental, inclusive já acordadas em compromissos anteriores nas diversas Reuniões Mundiais.

    Informação existe. Em quantidade e qualidade. Resta os tomadores de decisão tomarem ciência e consciência de reorientarem, conforme os cenários oriundos destas informações, ações que possam convergir ao desejado desenvolvimento sustentável.

 

 

 

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