Fomento de energia eólica no Brasil

     Conforme o CGEE (Centro de Gestão e Estudos Estratégicos), a matriz elétrica brasileira é predominantemente hidráulica, mas tem passado por um processo de diversificação, pela introdução de outras formas de geração de energia, como a eólica. Embora a energia eólica ainda não represente 2% da matriz de produção de eletricidade, o setor eólico nacional tem crescido com a instalação de diversos parques eólicos. O índice de importação nesta área ainda é grande, principalmente em componentes de alto valor tecnológico agregado. Este fato mostra a necessidade de ações que visem o desenvolvimento de uma tecnologia nacional para o setor eólico.

     Nesse contexto, o CGEE lançou, em 2012, o livro “Análises e percepções para o Desenvolvimento de uma política de CT &I no fomento de energia eólica no país”, que visa consolidar um conjunto de notas técnicas desenvolvidas no âmbito do CGEE, com o objetivo de apresentar sugestões de ações de ciência, tecnologia e inovação (CT&I) para apoiar este segmento da indústria e o desenvolvimento do país.

     Conforme o referido documento, “no caso brasileiro, o processo de inserção da fonte eólica na matriz elétrica nacional inicialmente contou com o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa), sendo este uma política de incentivos no estilo das tarifas feed-in. Com o apoio desse Programa, acelerou-se a curva de aprendizagem da energia eólica no Brasil, que, desde 2009, já tem competido nos leilões de energia do ambiente regulado com outras formas tradicionais de geração”.

     O documento traz, ainda, alguns dados interessantes, a exemplo do resultado de que a fonte de energia eólica, “no Brasil passou, nos últimos seis anos, de 22 MW de potência instalada para cerca de 1.500 MW, e já há perspectivas de se dobrar este número até o início de 2013, por meio dos projetos contratados nos últimos leilões. A partir de 2013, estima-se um acréscimo de cerca de 2 GW por ano, e projeta-se que o Brasil ocupe a 4ª ou a 5ª posição em capacidade instalada no ranking mundial em 2016. O crescimento da energia eólica no Brasil demonstra o dinamismo dessa indústria, a qual apresenta um grande potencial de geração de empregos e de desenvolvimento da economia.”

Fonte: CGEE

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