O portal Ecosítio e a Urgente 24 noticiam que foi constatado elevado número de casos com problemas de tireoide em crianças nascidas na costa oeste dos EUA (Estados Unidos), o que fez soar o alarme sobre a contaminação radioativa de Fukushima. Poucos dias após o desastre (em fevereiro de 2011), as concentrações de iodo radioativo I-131 nas chuvas norte americanas foram até 211 vezes acima do normal. Níveis mais elevados de I-131 foram documentados em cinco estados: Califórnia, Havaí, Alasca, Oregon e Washington.
Os pesquisadores confirmaram que o desastre nuclear de Fukushima está “passando a fatura” à população norte americana. A externalidade negativa se traduz no elevado número de anomalias da tiroide entre os recém-nascidos na costa oeste do país.
Esses dados foram publicados no periódico Open Journal Pediatrics. Os autores do estudo atestam que de 17 de março a 31 dezembro de 2011, o número de casos de hipotireoidismo congênito em cinco estados foi de 16% maior do que o mesmo período de 2010.
O iodo radioativo que entra no corpo humano se acumula na glândula tireoide, que produz o hormônio de crescimento. A exposição à radiação pode impedir o crescimento do corpo e do cérebro de uma criança, até mesmo causar cretinismo e câncer de tireoide. Tais doenças e sintomas estão também documentados depois de Chernobyl.
Outros dados preocupantes é que em fevereiro deste ano (2013), foi relatado que 44,2% das crianças examinadas em Fukushima também têm anormalidades da tireoide.
Caros leitores do Blog Verde, qual é o preço que nós, sociedade civil, pagamos pelos danos decorrentes de atividades que não possuem tecnologia suficiente para garantir 100% de segurança, ou seja 0% de riscos ambientais?
Quanto estamos dispostos a pagar? Qual o preço de sua saúde? Quanto vale a sua vida? Pare… e pense.
Fonte: Ecosítio e Urgente 24
