Extrema pobreza – análise do cenário cearense (parte 3-final)

     Considerando o horizonte temporal solicitado pela UNCSD 2012, a Rio+20, quanto ao levantamento dos avanços obtidos desde a Rio92, o Relatório do Ceará (2012) traz a análise dos cenários cearenses nos anos de 1991, 2000 e 2010, especificamente, quanto à redução da pobreza.

     Conforme Relatório do Ceará (2012), e visualizando o mapa da esquerda na Figura, em 1991, eram 139 municípios classificados com percentual de pobres entre 78% a 90% da população. Apenas 01 município, em 1991, apresentava 45% de sua população classificada pobre. Cenário bastante preocupante, com necessidade de intervenção imediata. Este era o quadro à época da Rio92. Portanto, era absolutamente necessário a intervenção de políticas públicas econômicas e sociais para oferecer à sociedade serviços adequados de educação, saúde, saneamento e habitação.

Fonte: Medeiros; Pinho, 2011

      Passados 10 anos, em 2000, o cenário se altera um pouco; como é possível visualizar no mapa ao centro da Figura. Conforme o Relatório do Ceará (2012), eram 32 os municípios classificados com percentual de pobres entre 78% a 90%. Sobem para 11 municípios, que apresentavam percentual de pobres em até 50% do município. A mudança é lenta; muito menos acelerada do que se deseja, do que se é indispensável; mas é a realidade cearense.

     Conforme o Relatório do Ceará (2012), em 2010, cujo mapa pode ser visualizado à esquerda da Figura, o cenário é mais animador. São 20 os municípios que apresentam de 5% a 15% da população em extrema pobreza e 38 municípios que apresentam pessoas em extrema pobreza entre 35% a 45%. Ainda, segundo o relatório do Ceará (2012), o que em 1991 era o cenário mais otimista (01 município com 45% da população pobre), em 2010 a porcentagem 45% da população torna-se o cenário mais pessimista.

     O Grupo de trabalho do relatório do Ceará (2012) coloca textualmente que o avanço na redução à pobreza, apesar dos números apresentados nos indicadores socioeconômicos, ainda precisa ser mais acelerado. Ainda são muitos os cearenses que necessitam de políticas públicas que revertam esse quadro de degradação socioambiental.

    Minha percepção é que estamos na direção certa, no caminho de cooperação mútua que permita o cumprimento das metas e prazos estabelecidos nas reuniões mundiais e, muito mais importante, reverta este quadro social perverso. Não sei como estaremos em 2015; mas sinceramente, desejo que tenhamos avançado bem mais do que nos comprometemos em realizar.

     Minha esperança é de que as notícias, em um breve futuro, sejam: os brasileiros (inclusive os cearenses) não vivem mais em extrema pobreza: a proporção da população extremamente pobre é zero.

     Para finalizar, lembro-lhes que em 16 de julho colocamos um “post”, intitulado “Erradicação da pobreza e desenvolvimento sustentável”. Caso queiram saber mais, cliquem aqui.

Fonte: MEDEIROS, Cleyber Nascimento de; PINHO NETO, Valdemar Rodrigues. Textos para Discussão. N.97 – Os determinantes espaciais da extrema pobreza no estado do Ceará– 2010. Fortaleza: IPECE, 2011.

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