Cenário atual do ODM 7- Qualidade de vida e respeito ao meio ambiente

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Fonte:UNEP/IPEA

A meta internacional consiste em integrar os princípios do desenvolvimento sustentável nas políticas e programas nacionais e reverter a perda de recursos ambientais.

Globalmente, o manejo florestal e a conservação fornecem empregos para cerca de 10 milhões de pessoas, e muitos mais benefícios, direta ou indiretamente. Além da madeira, as florestas fornecem alimentos, caça, plantas medicinais e materiais para utensílios e construção. O relatório The Milennium Development Goals Report 2012 (MDG 2012) sugere que as mulheres nos países em desenvolvimento estão envolvidas na coleta, processamento, comercialização e venda destes produtos.

Com relação à emissão do CFC, o sucesso da implementação do Protocolo de Montreal abre caminho para estender o controle de outras substâncias. Ressalte-se que o Brasil foi o primeiro a alcançar as metas estipuladas no protocolo de Montreal (já comentamos em outro “post”).

O Relatório MDG (2012) informa que os mais importantes sítios para conservação de espécies permanecem desprotegidos. Apesar das ações de conservação, no mundo inteiro, continua aumentando a quantidade de espécies em extinção.

Outra meta importante do ODM7 é reduzir pela metade, até 2015, a proporção da população sem acesso sustentável à água potável segura e saneamento básico. A excelente notícia é que esta meta foi atendida, em nível mundial, cinco anos antes da data limite.

Conforme o Relatório, o trabalho ainda não está totalmente feito. Onze por cento da população mundial, ou seja, 783 milhões de pessoas continuam sem acesso a uma fonte segura de água potável.

Quanto ao Brasil, atendeu a meta de acesso à água potável e as metas de redução de CFC. Com relação ao desmatamento, a Amazônia Legal tem sido monitorada regularmente, assim como outros Biomas brasileiros, na intenção de reduzir a perda de biodiversidade (IPEA, 2010).

A criação de Unidades de Conservação está entre os pilares da estratégia brasileira para proteger seus biomas e sua biodiversidade. Esse mecanismo tem, de forma bastante efetiva, ajudado no combate ao desmatamento (IPEA, 2010).

Conforme levantamento feito pelo Grupo de Pesquisas “Áreas Protegidas”, do CNPq/IFCE Campus Fortaleza, o Ceará possui 85 Unidades de Conservação (UCs), entre as criadas em âmbito federal, estadual e municipal. Algumas destas não estão cadastradas no CNUC (Cadastro Nacional de Unidades de Conservação), o que “mascara” os resultados apresentados nos relatórios de acompanhamento.

Ressalta-se, então, que a exemplo do Ceará, outros estados, notadamente pela ausência de um mecanismo legítimo e legal que obrigue os municípios a alimentar o banco de informações ou comunicar a criação das UCs aos órgãos competentes, podem, também, não ter todas as suas Unidades de Conservação cadastradas no CNUC.

 

Fonte: UNDP (2012) e IPEA (2010).

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