Cenário atual do ODM 6- Combater a AIDS, a malária e outras doenças

A meta 6, importante, ousada e extremamente necessária, é até 2015, deter e começar a reverter a propagação do verde04HIV / AIDS.

O Relatório The Milennium Development Goals Report 2012 (MDG 2012) identifica que as infecções com o vírus HIV têm diminuído notadamente nas regiões mais críticas. Dos 33 países onde caíram as novas infecções, 22 estão na África Subsaariana, a região mais afetada pela epidemia de AIDS. Das novas infecções em 2010 – 2,7 milhões de pessoas, 390 mil das quais eram crianças – eram 21% mais baixo do que o pico de 1997 e 15% menor do que em 2001.

A Ásia, em termos absolutos tem o segundo maior número de pessoas vivendo com o HIV. Em contraste com outras regiões, novas infecções por HIV continuam a crescer  na Ásia Central, devido, principalmente, às drogas injetáveis (principal causa de transmissão). Nunca foi tão alto o número de pessoas que vivem com o HIV devido ao menor número de mortes relacionadas à AIDS.

Concernente à malária, outra boa notícia, as reduções de casos notificados foram de 50% entre 2000 e 2010 em 43 dos 99 países, com transmissão da malária em curso.

No Brasil, o IPEA (2010) identifica que o acesso gratuito no tratamento aumenta a sobrevida de pacientes com HIV/AIDS. Estima-se que 630 mil pessoas vivam com HIV/AIDS no País. A taxa de prevalência da infecção na população geral, de 15 a 49 anos, é de 0,61%, sendo 0,41% entre as mulheres e 0,82% entre os homens, mantendo-se estável desde 2000. Desde a identificação do primeiro caso,em 1980, até junho de 2009, foram notificados 544.846 casos de AIDS no Brasil, dos quais, 65,4% entre homens e 34,6% entre mulheres.

O IPEA (2010) relata, ainda, que na faixa etária de 13 a 19 anos, entretanto, o número de casos de AIDS é maior entre as mulheres.

Com relação à malária, a Amazônia Legal concentra 99,8% dos casos de malária no País. Em 2008, foram notificados 314.735 casos. Depois do pico de malária, registrado nos anos de 1999 e 2000, houve uma primeira redução dos casos com a implantação do Plano de Intensificação das Ações de Controle da Malária na Amazônia Legal, no período de 2000 a 2002. Os resultados, entretanto, não foram sustentáveis. Em 2003, observou-se um aumento de casos, atingindo 600 mil casos em 2005 (IPEA, 2010).

Ainda há muito que se fazer, no intuito de reduzir a incidência de doenças como a tuberculose e a hanseníase. A meta tem sido alcançada de maneira lenta.

 

Fonte: UNDP (2012) e IPEA (2010).

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