A sustentabilidade é possível? (parte 3)

    Sociedades de alto consumo superexploram seus ecossistemas. Jennie Moore e William Rees trazem, no capítulo 4 da publicação “Estado do mundo 2013: A Sustentabilidade Ainda é Possível?”, contribuições acerca da necessidade de se viver dentro dos limites impostos pelo Planeta.

     Moore e Rees informam que estudos de Pegada Ecológica revelam que o mundo está sofrendo uma superexploração na ordem de até 50%. A atividade humana está explorando recursos naturais mais rapidamente do que eles podem se regenerar. A pergunta é: uma espécie de fato inteligente se arriscaria a destruir permanentemente os próprios ecossistemas que a sustentam, em troca de benefícios questionáveis de crescimento desigual?

     Em 1969, Garret Hardin, em seu artigo The Tragedy of the commons (A tragédia dos Comuns) já levantava esse questionamento sobre a superexploração dos bens comuns, dos recursos naturais, motivados pelas iniciativas individuais, dentro do modo de produção capitalista (que privilegia o acúmulo de bens e capital, no menor espaço de tempo, o lucro e a propriedade privada) e sua consequente tragédia para todos os agentes sociais.

    Conforme Moore e Rees, para alcançar a sustentabilidade (isto é, para viver dentro das capacidades naturais da Terra), as pessoas teriam de viver, em média, dentro da capacidade biológica produtiva e assimilativa de 1,7 gha per capita (gha: global hectare, unidade que quantifica a biocapacidade da Terra). Assim, mencionados autores consideram 1,7 gha per capita como sendo a “parcela Terra-justa” da biocapacidade global.

     Uma das ações necessárias para alcançar a sustentabilidade, segundo os mencionados autores, seria a reconsideração do estilo de vida, para que provoquem impactos menos significativos. Mas a pergunta é: todos os cidadãos estão dispostos a fazer sua parte?

 Fonte: Estado do mundo 2013: A Sustentabilidade Ainda é Possível? Organização: Erik Assadourian e Tom Prugh 1ª ed.. Salvador: Worldwatch Institute, 2013.

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