Um pouquinho mais de saúde ambiental nos governos locais

 

A ausência, e também a ineficiência do saneamento ambiental, tem reflexo direto na saúde e no bem-estar das pessoas, nos locais em que escolheram viver. Um dos indicadores importantes para mensurar esta área de conhecimento é o percentual de pessoas que vivem em domicílio com banheiro e água encanada.

Fonte: IPECE, 2010

A figura ao lado traz o cenário cearense nos anos 1991 (a esquerda) e 2000 (a direita) em relação ao percentual de pessoas que vivem em domicílio urbano com água encanada e banheiro.

Apesar do pequeno avanço em relação a 1991, o cenário de 2000 é um pouco mais animador;  no entanto, ainda preocupante, uma vez que 74 municípios se encontravam com percentual de 35 a 50%, e 67 municípios apresentavam percentual ainda pior: entre 0 a 35%. Portanto, muito ainda há de se investir em ações estratégicas de saneamento básico, cumprindo o disposto na Lei 11.445/2007 (a Política Nacional de Saneamento Básico), concernente à água, esgoto, drenagem e resíduos sólidos.

Neste momento tão interessante do ponto de vista político, importante ficarmos alertas para cobrarmos, a quem de direito for, adequados planos, programas e projetos para os governos locais. Podem ter certeza de que, mais adiante, seremos cobrados por nossos filhos e netos, os motivos pelos quais fizemos determinadas escolhas.

 

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