Clima para Vida: os oceanos são muito importantes para serem ignorados

      Na recente publicação do UNEP (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, PNUMA), intitulada Nosso Planeta: Clima para Vida, há uma seção escrita pelo Presidente do Kiribati (país insular no Oceano Pacífico), Sr. Anote Tong, sobre a importância dos oceanos, notadamente nesta época de mudanças climáticas.

     O Kiribati cobre 3,5 milhões de km2, mas, embora seja duas vezes o tamanho do Alasca, apenas 800 km2 são de terras.

      Anote Tong salienta que o mesmo oceano que tem fornecido alimento para o seu povo por séculos, já levantou um grande desafio novo, para sobrevivência das pessoas da ilha. Essas pessoas vivem em ilhas baixas, em altitudes não superiores a três metros acima do nível do mar, e agora estão enfrentando os desafios da elevação do nível do mar sem precedentes na História.

      O presidente do Kiribati lembra que não estão sozinhos neste cenário. Outras nações insulares como Tuvalu, Ilhas Marshall, Tokelau e as Maldivas, estão também na linha de frente deste grande calamidade.

       Outro dado importante, significativo e que merece atenção por parte de todos os cidadãos no mundo é que 75% das maiores cidades do mundo estão situadas em áreas costeiras, em áreas baixas. Os milhões de pessoas que vivem nessas cidades serão, portanto, os próximos na linha de frente.

      Então, a comunidade mundial não pode continuar a ignorar as histórias atuais dos países insulares, sobretudo de seu sofrimento. Alerta Anote Tong: “O nosso destino pertence a nós. Mas, somos o aviso prévio do que vai acontecer em maior escala, a nível mundial”.

     O Quinto relatório de Avaliação do IPCC, somadas as experiências dos países insulares, já evidenciam a previsão de que algo está terrivelmente errado. “No entanto, nós continuamos a procrastinar”, afirma Anote Tong, conclamando que as lideranças façam o que devem fazer; que não esperem mais; que as ações devem ser decisivas e globais.

     Finaliza o Presidente do Kiribati, o que reitero e assino, pois é o que desejo e também creio: “Eu acredito que um acordo legal vai ser concluído em Paris, em 2015, não importa o quão imperfeito ele possa ser, e independentemente de quantos Países vão fazer parte, ou não. Esta é a única opção de fato sobre uma questão tão importante para a sobrevivência futura dos povos”.

     Aos protagonistas dessa Terra, escutem os apelos e façam a diferença, para que possamos, num futuro muito próximo, assegurar a sobrevivência da espécie humana em nosso Planeta.

Fonte: Our Planet: Climate for Life, 2014.

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